Projeto da NOVA Medical School distinguido com prémio de Projeto do Ano

05-dez-2025

Uma equipa composta por nutricionistas, docentes e investigadores da NOVA Medical School, foi distinguida com o prémio “Projeto do Ano – Investigação” nos Prémios Viver Saudável 2025. O estudo premiado revela novos dados sobre os mecanismos que poderão contribuir para a progressão de complicações metabólicas associadas à obesidade, como a diabetes, e uma nova visão sobre o papel da alimentação na microbiota intestinal. 

O projeto MAESTRO – Eixo intestino-tecido adiposo: uma nova perspetiva sobre o impacto da alimentação na microbiota e na disfunção metabólica associada à obesidade –, desenvolvido em parceria com o Hospital CUF Tejo, recorreu a 50 participantes com obesidade severa submetidos a cirurgia bariátrica. Através de uma metodologia integrada, que incluiu a recolha de dados clínicos, parâmetros metabólicos e amostras de sangue, fezes e tecido adiposo, o estudo explorou o papel do DNA microbiano na disfunção do tecido adiposo e o impacto da dieta na modulação da microbiota e na permeabilidade intestinal. De forma inovadora, procurou ainda aprofundar a existência de um eixo intestino–tecido adiposo com implicações relevantes para a fisiopatologia da obesidade. 

Embora a obesidade seja definida pela acumulação excessiva de tecido adiposo, é a disfunção deste tecido – cujos fatores ambientais são pouco conhecidos - que poderá estar na origem das complicações metabólicas. Para a equipa do laboratório de Metabolismo e Nutrição, liderado por Conceição Calhau: “este reconhecimento destaca a relevância desta investigação e o seu potencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas e fundamentadas na modulação da microbiota intestinal e da saúde metabólica”. 

A 5.ª edição dos Prémios VIVER SAUDÁVEL teve lugar a 27 de novembro, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, onde foram distinguidos projetos com impacto na saúde e na prática clínica. 

O MAESTRO integra um estudo clínico mais amplo e foi realizado no âmbito da tese de doutoramento de Shámila Ismael, sob orientação das professoras da NOVA Medical School, Cláudia Marques e Diana Teixeira.